Termina a Olimpíada e começa outra modalidade de disputa: o jogo do Poder. Quatro candidatos, inclusive o atual prefeito, tentam o comando da Prefeitura pelos próximos quatro anos. Os programas de rádio e os acalorados comícios pela cidade prometem ganhar corpo e movimentar paixões. Fico pensando quais seriam os argumentos de cada candidato sabendo-se que a ação e realização de um prefeito estão condicionadas à sua real capacidade em conseguir verbas estaduais e federais. A arrecadação e o repasse de impostos, quase que exclusivamente, cobrem as despesas do dia-a-dia e da folha de pagamento. Além disso, as pretensões do chefe do Executivo, por mais empreendedor e dinâmico que seja, não lhe permitem voos financeiros maiores que venham ferir a lei da responsabilidade fiscal, isto é, o prefeito não pode contrair e deixar dívidas para que seu sucessor as pague. O Tribunal de Contas barra tais pretensões, outrora praticadas, para que os empreendimentos e feitos de um chefe do Executivo não venham muitas vezes se transformar no pesadelo de seu sucessor. Com tantas limitações legais não vejo muitas possibilidades de grandes realizações, a não ser que a sorte lhe bafeje. E, nestes tempos de recuperação econômica do país, a sorte tem sido muito rara quando não inexistente. Então, o que falar para o eleitor?

                É aí que comparo a figura do candidato a prefeito à de um encantador de serpentes que, com a sonoridade de sua flauta, consegue o domínio e a obediência do temido réptil. Que música será que tocarão em nossos ouvidos nestas eleições? Serão mensagens populistas e longe da realidade, mais voltadas aos sonhos e ao inconsciente coletivo? Ou far-se-ão críticas acerbas à atual administração, assumindo o candidato a figura de um Super-Homem, capaz de solucionar todos os problemas e de levar a cidade e o povo ao chamado paraíso? Haverá também aquele que terá uma mensagem realista, equilibrada, sem pisar na maionese? Pode até ser, mas ser racional junto a um povo que sempre viveu de sonhos, fatalmente não terá reflexos positivos nas urnas...

                Como se observa, embora seja esta a mais curta temporada eleitoral de todos os tempos, o pleito promete e muito. Só o fato de haver quatro candidatos com real potencial eletivo, já é uma vitória, pois há bem pouco tempo a disputa pela Prefeitura resumia-se em um ou dois candidatos tão somente. Não havia a chamada renovação de ideias e das correntes políticas. Hoje já se respira maior competitividade e arejamento. Sinal de que a cidade cresceu e amadureceu. Só por esse motivo talvez as eleições de 2016 tenham grande significado para o futuro de nossa Lins.  Que vença o mais credenciado!...

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