Finalmente, no próximo domingo, os linenses irão às urnas para a escolha de seus representantes, prefeito, vice e vereadores. Embora atualmente a descrença nos políticos seja grande, no âmbito municipal ainda há uma chama de esperança, pois os candidatos são conhecidos, moram na cidade, têm o mesmo desejo em promover uma Lins melhor e mais desenvolvida. Mesmo assim, devido a corrupção, que se tornou generalizada em especial no meio político nacional, têm-se certo medo de uma escolha infeliz. Já na década de 70, o saudoso ex-prefeito Dr. Rubens Furquim, sentenciava para amigos mais íntimos, que quem assumisse a Prefeitura seria para realmente servir ao povo ou para servir-se dele e enriquecer pela corrupção. E olhe que Furquim disse isso em pleno regime militar, quando a desonestidade e a malandragem eram severamente punidas com a cassação sumária dos direitos políticos.

            Embora acredite que nenhum dos quatro candidatos a prefeito tenha intenções de enriquecimento ilícito à custa do dinheiro do povo, acho que a campanha deste ano foi muito curta e tivemos pouquíssimo tempo para conhecer a fundo os concorrentes ao cargo maior do município. A toque de caixa, em pouco mais de trinta dias, é muito difícil definir-se com menor possibilidade de erro, quem seria o melhor candidato para Lins. Mesmo assim, há certas perguntas que nos levam aproximar mais do acerto: Quem é o candidato? O que pretende? Qual seu histórico na vida local? Se teve experiência anterior na política local como se comportou? Qual seu relacionamento com as esferas superiores (Estado e União)? Qual seu estilo de administrar (autoritário, centralizador ou democrático e acessível)?

            Quanto a escolha dos vereadores acredito que a história se repetirá, ou seja, deverá ocorrer renovação de aproximadamente cinquenta por cento da Câmara atual. Com mais de 200 candidatos para 15 vagas, eleger-se vereador é o mesmo que ganhar na loteria. De certa forma isso é bom, pois é grande a chance de haver representantes dos mais diversos segmentos do povo, inclusive das minorias. A disputa é acirrada e o corpo a corpo definirá os eleitos.

            Enfim, apesar dos pesares, como canta certa dupla sertaneja, ¨tá ruim, mas tá bão¨. Feliz o povo que pode escolher democraticamente seus representantes...

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