Amanhã, 2 de Novembro, será o Dia de Finados. Dia de orações pelos falecidos e de meditação sobre um dos maiores mistérios que enfrenta o ser humano. Já foram vividos pela humanidade milhares de anos e até hoje não se fez muito progresso em compreendê-la. Tremendamente democrática, ela virá para todos. Talvez por isso a morte seja vista como terrível, tirana e até odiosa. Mesmo assim, ela é inevitável.

Outro mistério assombra os mortais: o que haverá depois da morte? O que nos impressiona mais não é a morte em si, mas o que vem depois. Conta a história que os egípcios colocavam na urna funerária o livro dos mortos, que ensinava ao defunto como se comportar perante o tribunal do Criador. O próprio morto pleiteava sua inocência: ¨Eu não fiz pecado contra os homens; eu não caluniei a Deus; não fiz brutalidades contra os pobres; não tirei o leite da boca das crianças... ¨ Mas a balança do tribunal do outro lado poderia revelar que o morto estava mentindo e, em consequência, seria devorado pelo monstro maligno.

            Foi o Cristianismo quem veio para tornar a morte menos terrível. Reza a Escritura: ¨É preciosa aos olhos do Senhor a morte do justo¨. E em outra passagem: ¨O justo está nas mãos de Deus e não será atingido pelo tormento da morte¨... Mais tarde, São Francisco, o santo que melhor viveu o Evangelho, chamou a morte de IRMÃ, a Irmã mais velha que viria para transportá-lo aos braços do Pai. E foi exatamente o santo que mais amou a vida, que mais amou a natureza, quem soube ver a outra face da morte: a face da libertação que nos leva à Terra Prometida. Os cristãos são alegres porque para eles a morte não existe. Ela não é um fim e sim o começo. É com a morte que se começa a vida de verdade. A morte é o nosso nascimento em Deus.

Como se nota, encarar a morte depende somente de nós. Precisamos aprender a merecer a própria morte! Ela pode ser cruel ou libertadora. Depende apenas de nós...

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