Gosto sobremaneira dos ufólogos, pois têm a capacidade de ativar minha imaginação, que já é muito fértil. Um deles me visitou por volta de 2003, se não me falha a memória. Pesquisava os casos das supostas aparições de discos-voadores em Lins, no final da década de 60. Na ocasião, já na Rádio Alvorada, fiz completa cobertura aos diferentes casos: Maria Cintra, dona Mariquinha, no Clemente Ferreira; Turíbio, nas proximidades do Cemitério da Saudade e muitos outros relatos de bolas de fogo que acompanharam veículos em nossas precárias estradas municipais de então. Os acontecimentos foram particularmente intensos em Outubro de 1968 o que motivou a vinda do Major Zani, da Aeronáutica, que vendeu à assustada população a informação de que tudo não passava de balões de estudo lançados desde São José dos Campos, para medir os chamados Raios Gama. Poucos engoliram tal informação, preferindo a excitante possibilidade de Lins estar sendo visitada por extraterrestres. Pelo que se observa tal pensamento perdura até hoje. Navegando no Youtube, entrei numa página de determinado ufólogo, que tece considerações sobre as aparições em Lins classificando-as como provas verdadeiras de que fomos visitados por amigos do além Terra. Sonhar não é pecado, não é verdade?

Em outro site, sempre no Youtube, um observador do espaço (como se autodenomina), mostra a foto que tirou recentemente de um OVNI, na cidade onde mora. Chegou até a gravar um tape com mais de 15 minutos onde, por todas as maneiras cabíveis e imagináveis, tenta provar a autenticidade do flagrante fotográfico que teve a sorte de captar durante o dia com sua câmera. É aí que o bicho pega e me faz pensar. O cidadão tem 5 minutos de observação de um suposto disco-voador e leva horas, dias e até anos, tentando justificar a autenticidade do que viu. A comprovação científica, os detalhes técnicos do objeto voador pouco lhe importam. Tudo fica na superficialidade, no espetaculoso. O que interessa é o reconhecimento de sua afirmação como verdadeira. É isso que me faz balançar ao tentar acreditar verdadeiramente nos chamados ufólogos.

Por outro lado, até compreendo esse frenesi que o ser humano tem em acreditar que há algo mais neste mundo de Deus. Sonhar e divagar fazem parte de nossas vidas. São os principais motivadores das grandes conquistas da humanidade. Talvez o Brasil sequer existisse se os portugueses não sonhassem com outras terras além-mar. E se o escritor francêsJúlio Verne não falasse sobre a viagem à lua e as conquistas espaciais, o homem nem sequer pensaria em ir ao nosso satélite ou a Marte. Precisamos do sonho, da fantasia, do além da imaginação e isso os ufólogos nos suprem intensamente...

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