Estamos no mês das férias escolares. É tempo de relaxar e divertir. É tempo também das festas julinas e dos famosos ¨causos¨ contados ao pé da fogueira. Este é mais um deles e foi narrado pelo Senhor Brasil, Rolando Boldrin:

            Bem no sertãozão de Goiás viviam dois amigos e compadres. Um deles era solteiro e o outro, casado. Sua esposa era uma caboclinha ajeitada, bonitinha e meio assanhada. Talvez por ser muito nova e sem juízo, ou por qualquer outra razão que só seu coração conhecia, ela nutria uma paixão secreta pelo amigo do marido. Toda vez que ele ia visitar o casal, ela se desmanchava em atenção, olhares e sorrisos, sem que o marido nada percebesse de anormal.

            Certa feita, este foi comprar um gadinho numa propriedade em Minas Gerais e empreendeu viagem por uma semana inteira. Foi quando a mulher viu a oportunidade de cair de vez nos braços do amigo do marido. Mandou-lhe um aviso para que fosse à sua casa, pois o esposo havia deixado com ela um recado a ser-lhe dito urgentemente. Sem nada desconfiar, após trabalhar o dia todo, o caboclão foi noitinha na casa da comadre. Ela o recebeu festivamente e o convidou para entrar e se sentar no sofá da sala. O compadre se acomodou e perguntou do recado que o amigo havia deixado com ela. Sorrindo, a sirigaita falou: ¨Calma, compadre. Pra que tanta pressa? Vou passar um cafezinho agora mesmo. É um instantinho só!¨.  E se dirigiu à cozinha. Lá, pôs seu plano em ação. Uma cigana havia dito a ela que, para conquistar o amor de um homem, bastava que ele tomasse uma xícara de café passado na hora e coado numa peça íntima da mulher. A comadre correu para o terreiro e, no escuro, pegou correndo uma peça íntima no varal. Voltou à cozinha e coou o café com ela. Colocou-o na melhor xícara da casa e levou para o compadre que, por educação e gentileza, bebeu todo seu conteúdo.

            Passados quinze minutos de conversa a mulher notou que o visitante começou a chorar devagarinho até chegar à compulsão. Assustada, perguntou: ¨ O café estava tão ruim assim? O compadre está chorando por quê? ¨. Enxugando as lágrimas, mas não contendo totalmente o choro, o homem respondeu: ¨ Também não sei o porquê, comadre. Mas, na verdade, estou sentindo uma saudade imensa do compadre e se ele estivesse aqui eu seria capaz até de dar um beijo nele...¨. 

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