Há tempos Pedrão pensava numa só coisa: arrumar uma amante! Era casado, mas o passar dos anos transformara Rute, sua esposa há mais de trinta anos, num autêntico robô doméstico. Gostava de lavar, passar, cuidar da casa e dos filhos. Tão somente isso. Carinho que é bom, nada! Massacrado pela rotina, o relacionamento sexual entre os dois quase que inexistia. Pedrão quis dar um jeito nisso e arranjar outro alguém, mas sem se desfazer de Rute, pois paradoxalmente ainda a amava, mas... Achava-se atraente para as mulheres, apesar de seus cinquenta anos bem vividos. E deu início à caçada amorosa pela internet. Enquanto a esposa habitualmente dormia em seu quarto, Pedrão ficava horas e horas madrugada afora xavecando uma ou outra possível candidata. Era educado e atento, passando-se por um homem bem sucedido financeiramente, mas com uma alma carente que buscava tão somente amar e ser amado. Dizia coisas de amor, escrevia poesias e se proclamava o último dos românticos solitários...

                Certa noite, o rosto de uma linda mulher surgiu na tela de seu computador. Era Vanda. Aparentava ter uns quarenta anos, morena, olhos sedutores, boca carnuda e corpo de sereia. Pedrão se entusiasmou logo de cara e, por longos dois meses dividia com ela ideias, pensamentos, frases e tórridos relatos de amor e sexo. Usando do Skype puderam exibir autoimagens sensuais por um bom tempo. Pedrão se deixava ver nu sem nenhum constrangimento. Vanda desnudava-se aos seus olhos de forma incompleta, embora se manifestasse insinuante e cheia de tesão. A dança dos sete véus que fez para Pedrão foi o que faltava para ele convidá-la para um encontro real. Vanda era de Araçatuba. Marcaram  encontro naquela cidade, numa sexta-feira, à noite.

                Foi o que aconteceu. O empolgado Pedrão apanhou-a no Shopping da cidade e foram direto para o Motel mais chique. Lá, após beijos demorados e quentes, pediu-lhe que fizesse para ele a dança dos 7 véus que tanto o empolgara, mas que ela tirasse todos os véus, o que não aconteceu no Skype. Após isso, iriam celebrar uma noite de intenso amor. Sorrindo, Vanda começou a demorada dança. Foram-se um, dois, três, quatro véus. Inebriado ou talvez sob efeito das cervejas que bebera, Pedrão era só prazer. Embora a dança se realizasse a meia luz, enxergava e muito bem o voluptuoso corpo de Vanda que se contorcia como uma cobra naja. Quando os sexto e sétimo véus começaram a cair, Pedrão deu um pulo da cama, esconjurando: ¨Vôte, você é um traveco!!!!!¨ O clima fechou, Pedrão se vestiu às pressas e largou Vanda reclamando e chorando pelo indesejado abandono.

                De volta ao seu lar, Pedrão olhou demoradamente a esposa e, chorando, jurou-lhe fidelidade e amor eterno. Sem compreender bem o porquê da atitude do marido, Rute fez-lhe um inesperado cafuné e o convidou para uma longa noite de amor...

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