Amanhã, quarta-feira, será um dia decisivo na política brasileira. O Senado decide o afastamento ou não da presidente Dilma, após longo e demorado processo previsto na Constituição. Não discuto o mérito da questão deixando a cada leitor o direito de formar seu próprio juízo. Apenas ressalto que estamos vivendo realmente novos tempos onde a democracia está presente de forma plena. O povo observa, opina e discute abertamente os atos de seus governantes e os leva a prestar contas junto à sociedade. 

                Isso, para mim e muitos outros da chamada geração dos tempos da ditadura, é algo benfazejo e inusitado. Vivi uma época onde era passível de prisão qualquer manifestação contrária ao governo, que se mostrava duro, implacável e soberano. Votar era permitido apenas para a escolha do Prefeito da cidade e vereadores. A presença da mordaça às manifestações contrárias aos atos de nossos dirigentes maiores também se fazia presente no âmbito municipal, embora de forma menos rígida. O Prefeito reinava em seu município, com poucas vozes dissidentes na Câmara. A imprensa local - e eu fazia parte dela -, via de regra, apenas divulgava fatos e atos favoráveis ao Prefeito e, se algum jornalista ou radialista insistisse na crítica, era discretamente afastado ou despedido de seu emprego. Não havia o mecanismo da reeleição, mas os candidatos a chefe do Executivo eram sempre advindos da classe dominante na cidade. Com isso, os cidadãos não respiravam o ar benfazejo da renovação de seus representantes. Tempos difíceis aqueles!...

                Com a democracia e a expansão das redes sociais na internet, hoje de tudo se fala e tudo se comenta, de forma livre, aberta e sem censura. Também os representantes locais do povo estão mais vigiados e seus atos ganham maior divulgação e rápido julgamento. Os munícipes se tornaram mais partícipes e exigentes. Talvez por isso, as eleições que se avizinham prometem ser bastante disputadas. De um lado, o atual prefeito Edgar tentando a reeleição, e do outro, quem? Muito se especula, nomes são citados, mas até agora nada confirmados. Seria estratégia de campanha? Estariam esperando a convenção partidária? O que de novo poderia trazer um eventual candidato à Prefeitura?

                Neste ano, a meu ver, o povo só irá pensar nas eleições em cima da hora, ou seja, lá por agosto ou setembro, após as Olimpíadas. Será uma eleição a toque de caixa, onde os candidatos terão menor tempo para exporem suas ideias no rádio. Justamente por isso é preciso estar alerta e antenado em suas propostas. A história se repete, não é?...

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