A reforma da Praça Dom Bosco continua dando o que falar. Com a impetração de liminar, concedida pela Justiça após o julgamento de ação popular, a licitação das obras foi sustada e até agora a esperada contestação da Prefeitura não produziu qualquer efeito. Com a proximidade das férias do Judiciário, acredita-se que o assunto volte à baila somente no início de 2018.

            Pelo que se observa, a citada reforma, que custará ao município quase 300 mil reais, transformou-se numa autêntica praça de guerra pelo poder estabelecendo-se com isso uma desnecessária e perniciosa quebra de braço entre Edgar e um grupo de linenses (alguns deles nem aqui mais residindo) que, em nome da preservação histórica da Praça, discorda do plano que o prefeito tem para reformá-la. Assim, não aprovam a substituição do calçamento de pedras portuguesas por bloquetes que as imitam. Também são contrários ao pretendido estacionamento em 45 graus no entorno da Praça, alegando que isso servirá tão somente para trazer mais dinheiro à Prefeitura, esquecendo-se talvez que a exploração da chamada Zona Azul – que se pretende ali também implantar -, por lei municipal, é explorada pelo Cemic, cujos rendimentos são destinados à comprovada e eficiente ação social que desenvolve na cidade. Outro nó da questão: o que fazer com a fonte luminosa, que há muito não mais funciona? O prefeito pretende transformá-la ¨num espetáculo de luzes e cores¨, no que é também contestado. Enfim, criou-se a chamada situação em que se correr o bicho pega e, se ficar, o bicho come...

            Se Papai Noel existe, tenho a ele um pedido neste Natal: que as partes se desarmem e discutam de forma prática, objetiva e racional, qual a melhor medida a ser tomada. Que o prefeito e vereadores (a Câmara Municipal ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, talvez pôr a mão no ¨vespeiro¨ que se formou), sentem-se à mesa e cheguem a uma conclusão a contento da maioria. Marque-se uma discussão pública e popular sobre o assunto incentivando a participação de todos quantos se interessarem. Falta o diálogo, que sempre foi a principal arma do bom político e gestor. Tem muita razão a sabedoria popular quando propala que é conversando que a gente se entende. Seria pedir demais ao Papai Noel tal coisa?

            Feliz Natal aos nossos leitores e munícipes e que a paz, compreensão e harmonia sempre reinem em nossa cidade...

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