O comportamento do brasileiro é cíclico e até mesmo bíblico onde se lê que ¨há tempo para rir e tempo para chorar¨. Prova disso, este início de 2018. Nem bem curtiu momentos de amor, compreensão e ternura que o Natal e a passagem de ano trouxeram e o linense já volta a enfrentar a dura realidade do dia-a-dia. E com um amargo ¨presente¨ de virada de ano. Quase ao final de 2017, a Câmara Municipal aprovou a criação da Contribuição para Iluminação Pública (CIP) para o ¨custeio e manutenção do serviço de iluminação pública¨, que deverá engordar os cofres municipais em seis milhões de reais ao ano. É bem verdade que o prefeito empurrou com a barriga o quanto pode adiando a criação do novo imposto, mas pressionado pelo Tribunal de Contas, viu-se com a faca no pescoço sob pena de sua administração ser punida por deixar de arrecadar o que a lei exige. No frigir dos ovos, no entanto, quem paga é o munícipe que terá todo mês em sua conta de luz o acréscimo de valores que variarão entre R$ 5,32 (taxa fixa para terrenos) e de R$ 2,60 a R$ 73,00 para as residências. Os valores mensais poderão chegar a 400 reais para o comércio e R$ 1.200,00 para a indústria.

            Este ¨presentinho¨ de ano novo torna cada vez mais evidente que a cada dia que passa os governos federal e estadual estão chamando os municípios à atual realidade financeira brasileira. A manutenção do serviço de iluminação pública e mesmo sua inevitável extensão são aquisições permanentes que, de certa forma, passam a integrar o patrimônio da cidade. Daí a cobrança do CIP. Cabe aqui a pergunta: e a CPFL o que dará em troca ao município?  

Outro pepino a ser enfrentado neste novo ano: o orçamento municipal terá também que arcar com a manutenção do Corpo de Bombeiros, pois não mais poderá ser cobrada a taxa de sinistro, no IPTU. Por falar em IPTU, uma boa notícia: terá o mesmo valor do que foi cobrado o ano passado devido ao índice de inflação nacional ter sido muito baixo e a eliminação da taxa destinada aos bombeiros cuja cobrança foi considerada inconstitucional.  Tá ruim, mas ainda tá bom, né?

            Pelo que se observa, está cada vez mais difícil administrar as contas do município. E, como se isso não bastasse, Edgar terá ainda que enfrentar o seu maior desafio: promover o recape da cidade toda, que está numa buraqueira só, e promover a reforma da Praça Dom Bosco? Mais polêmica a vista... São dificuldades que todo dirigente enfrenta exigindo dele muita criatividade e jogo de cintura para manter a cidade em pé e agradar a gregos e troianos. Que não lhe falte luz, paciência e sobretudo competência para sair-se dessa. A cidade isso espera e merece dele.

            Se você acha que ainda há espaço para desejar-se um feliz Ano Novo, que assim seja!...

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