Todo governante está sujeito a críticas e o prefeito Edgar não é exceção. Mas seu espírito de luta pelo desenvolvimento de Lins é incontestável. Agora, anuncia que enviará à Câmara pedido de autorização para a venda do terreno junto à Rodoviária, no local onde se armam circos e parques que aqui se instalam temporariamente. Já havia tentado anteriormente fazer essa venda, alegando à época, que utilizaria o dinheiro obtido com a transação no asfaltamento de nossos mais distantes bairros. Sua pretensão, no entanto, foi rejeitada pela maioria da Câmara dos vereadores, sob a alegação de que a cidade perderia um belo patrimônio, pois o asfaltamento pretendido seria como jogar dinheiro fora, pois iria se deteriorar com o passar dos anos.

O prefeito volta à mesma ideia mudando, no entanto, a destinação do dinheiro que vier a obter com a venda do citado terreno. Será para a construção das arquibancadas de concreto e outras obras a serem realizadas no Estádio Municipal Gilberto Siqueira Lopes, atendendo com isso a Federação Paulista de Futebol, que exige tais melhorias no Gilbertão, para que o Linense possa mandar seus jogos em Lins no Campeonato do ano que vem. O projeto do prefeito abrigará ainda, no vão traseiro da arquibancada (que será para 2.500 pessoas), uma academia de artes marciais, o que constitui antiga e sonhada reinvindicação de seus praticantes. Com isso, matam-se dois coelhos com uma só cajadada.

                Penso ser essa ideia passível de acolhida pela Câmara, pois não se trata mais da perda de um patrimônio (o terreno) e sim da aplicação de seu valor financeiro em outro patrimônio dos linenses (o Gilbertão). Seria uma agregação e não perda, pois o chamado campo do Linense é da Prefeitura.  Se ficar com o terreno junto à Rodoviária, terá o município suporte financeiro para em lá construir algo, se não tem dinheiro sequer para a reforma do Estádio? O Prefeito tentou um empréstimo em longo prazo (20 anos, com dois de carência) e não conseguiu em consequência da crise financeira por que passa o país. Buscou os governos estadual e federal e, pelo mesmo motivo (falta de dinheiro), nada conseguiu. Então, viu-se na contingência de buscar uma solução caseira, razoável e criativa. A meu ver, se saísse o empréstimo nas condições propostas, seria muito mais pernicioso, pois teríamos uma dívida por longos 20 anos, sem se saber como será o nosso futuro econômico. Edgar estaria arriscando legar aos seus próximos quatro sucessores o que se convencionou chamar de ¨herança maldita¨.

                Pelo que sei, até quando escrevia esta crônica, a Prefeitura elabora um completo e detalhado projeto a ser enviado aos senhores vereadores. Espera-se pela acolhida e votação rápidas, pois o prazo para a abertura de Edital para a venda do terreno e depois da licitação para as obras é muito curto e precisa ser feito antes das eleições. Que os nobres edis deixem de lado as paixões e os interesses políticos e votem pelo bem e progresso de nossa cidade. O mérito de mais esta conquista pertencerá a todos, Executivo e Legislativo, e os munícipes saberão reconhecer isso quando forem às urnas na eleição que se aproxima...

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