Por escrever por antecipação esta coluna - exigência da redação deste jornal - não pude saber o resultado da sessão da Câmara Municipal que, ontem, deve ter decidido pela doação ou não da Rotunda para empresários linenses, que propõem ali instalar o Shopping Rotunda, tornando realidade um velho sonho de consumo da população.

Confesso que sou amplamente favorável à doação da área, observadas as naturais medidas que nos resguardam de um eventual insucesso na implantação total do empreendimento.  Vejo, com bons olhos, a oportunidade única de o município celebrar a tão sonhada parceria com o setor privado. E isso tem tudo para dar certo! Os investidores e proponentes são oriundos de duas famílias locais, Roman e Bertin. Este é um fator a mais que os compromissa fortemente junto à nossa sociedade.

É bem verdade que a Prefeitura terá seu ônus providenciando a urbanização e o asfaltamento de ambas marginais do córrego Barbosinha, ligando a Rotatória, próxima à Rodoviária e CSU, à Rotunda. Alega-se que, se o prefeito disse não ter dinheiro para asfaltar os bairros, como o terá para essa obra? Acredito que seja uma questão de prioridade para se aproveitar esta oportunidade única, valendo aqui a citação do velho Camões: ¨Cessa tudo quando a Musa maior canta¨...  Em outras palavras, o que seria melhor para a cidade: o asfaltamento das ruas de vários bairros ou a possibilidade de se proporcionar entre 200 e 500 novos empregos aos nossos moradores? E mais: para realizar as obras exigidas, o Prefeito poderá valer-se de seu ótimo relacionamento com o Governador e conseguir, no mínimo, uma parceria com o Estado, fundamentado no relevante argumento de que as obras de infraestrutura pretendidas trarão mais empregos para os linenses.

Chegamos a um impasse: é pegar ou largar! Se a pretensão do Prefeito ontem tiver sido rejeitada pelos vereadores, a Rotunda volta a ser um elefante branco para o município, pois sua doação exige também gastos, como a implantação de um bosque e outras onerosas providências que, mesmo que cumpridas, colocarão prefeito e vereadores numa sinuca de bico: o que fazer com a Rotunda? Seria mais uma peça de museu municipal?

A alegação de que o Shopping  Rotunda prejudicará o comércio local com a concentração de lojas, supermercado e outros serviços, não procede. Lins precisa começar a pensar grande, se quiser crescer. A livre concorrência leva à criatividade e ao aperfeiçoamento.

Finalmente, a preocupação de que os dividendos políticos que a implantação do empreendimento trará ao prefeito Edgar possam leva-lo à reeleição é uma decorrência normal no jogo político. Que os outros eventuais concorrentes a chefe do Executivo local apresentem suas ideias, propostas e argumentos a fim de conquistarem a preferência do povo.

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