Cobram-se alguns leitores que eu escreva alguma coisa sobre o impeachment contra a presidente Dilma. Talvez por haver vivido por bom tempo e mesmo ter passado por uma experiência política local, acho que o melhor posicionamento agora seria o de observação e cautela. Os fatos acontecem tão rapidamente que modificam a cada momento o fragilizado cenário político nacional. A Câmara dos Deputados já deu andamento à Comissão Processante que, nos próximos 40 ou 45 dias, deverá apresentar seu relatório final ao Plenário para que este julgue da aprovação ou não do impeachment. A verdade está na necessidade da retomada o mais rápido possível da governabilidade, que se vê completamente parada, atordoada pela sucessão de fatos e denúncias comprometedoras.

                As manifestações de rua, contra e a favor de Dilma, consigam ou não seus objetivos, têm o mérito de promover o amadurecimento da maioria do nosso povo, que pretende dizer um basta definitivo à grossa corrupção e ao chamado jeitinho brasileiro.  Diz o ditado que cada povo tem o governo que merece. E, no Brasil, isso parece ser cada vez mais real.  O empregado que arruma um atestado médico fajuto para folgar no trabalho dizendo-se doente; o vendedor da feira que vende onze bananas como se fossem uma dúzia; o estudante que mata a aula e diz aos pais que foi à escola naquele dia; o cidadão que estaciona o carro na Zona Azul dizendo à moça encarregada que não vai pagar porque vai demorar no máximo cinco minutos e ali seu carro permanece estacionado gratuitamente por várias horas; a pessoa que promove a limpeza de seu quintal e deixa na rua galhos de árvores e mesmo restos de construção, sem mandar retirá-los, esperando meses para que caminhão da Prefeitura os recolha de graça dando-lhes o destino correto. E, por aí vai...  

                Devemos sim combater a corrupção de muitos dos nossos políticos e dirigentes, mas também precisamos ser mais honestos nas relações para com o próximo, com Deus, com o trabalho e com nossa família. Só assim teremos moral para exigir dos que nos representam probidade e respeito para com as coisas públicas.

                Como se observa, tudo é decorrência da chamada educação! Um povo só pode ser evoluído e feliz conhecendo e praticando seus deveres e direitos. Façamos a nossa parte...

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