Já diz o ditado popular: ¨Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais...¨  O Prefeito Edgar que o diga, pois os elefantes o perseguem. Um deles é vermelho e branco, o outro branco como a neve. São eles, a construção das arquibancadas de concreto no Gilbertão e a fracassada instalação do Shopping Rotunda.

                Quanto às arquibancadas o que está pegando é a dificuldade em Edgar conseguir aprovação na Câmara que o autorize vender o chamado terreno do circo, próximo à Rodoviária, para conseguir o dinheiro necessário para as obras. Muitos vereadores entendem que a pretensão do Executivo irá dilapidar o patrimônio do município. No entanto, este em nada perderá, pois o arrecadado com a transação será destinado à melhoria e ampliação de outro próprio municipal, o Estádio do Linense. O PL tramita na Câmara e deverá ser objeto de votação em breve.

                Já a desistência dos investidores na construção do tão sonhado Shopping Rotunda e a aceitação disso pelo prefeito, devolve ao município a posse de um de seus maiores elefantes brancos. O que fazer com a Rotunda, se não há dinheiro sequer para a reforma de seu telhado? Transformá-la em Museu ou qualquer outra destinação de uso municipal irá sempre exigir investimentos financeiros, o que está fora de cogitação nesta época de vacas magras.     

Mas, por que a construção do Shopping não deu certo?  Quem errou? Quem é o culpado? Talvez não tenha dado certo por um pecado de vício, ou seja, não se fez a coisa corretamente. Se a área da Rotunda houvesse sido cedida em comodato por 30 anos, com a possibilidade de doação definitiva ao final desse prazo, o município e os pretensos investidores estariam resguardados e a cidade agraciada com tão ambicionada construção. Também em política um negócio é bom, quando o é para os dois lados. Recentemente, na frustrada instalação da Xodtec em Lins, o executivo à época teve a cautela de ceder a área pretendida pelos investidores chineses sob forma de comodato, com prazos e obrigações definidos, o que garantiu ao município a devolução da área devido ao não cumprimento pelos investidores, do que foi acordado.

Podemos então tributar ao prefeito atual e à Câmara de vereadores a culpa pelo Shopping Rotunda não haver saído?  Acredito que não, pois o verbo a ser conjugado, especialmente pelos dirigentes municipais, é e sempre será ACREDITAR!  Triste a situação de um prefeito interiorano! Se não correr atrás da execução de obras na cidade é taxado de relapso e, se uma iniciativa não der certo, é chamado de incompetente. A missão de Edgar é a mesma que a de um centroavante no futebol, isto é, ¨chutar¨ todas as bolas na esperança de que uma delas ao menos entre no gol. Foi o que fez, no episódio do Shopping Rotunda. Chutou no pescoço e acertou na canela, pois a cidade ganhou o asfaltamento e a modernização das marginais do Barbosinha, o que irá resultar em investimentos imobiliários na área.

Finalizando, podemos concluir que, entre mortos e feridos salvaram-se todos...

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