Cilmar Machado

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O radialista Cilmar Machado escreve toda terça-feira neste espaço. O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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7 DE SETEMBRO...

Eita semana brava, a que passou! O povo viu e acompanhou o falatório repetitivo dos senadores, as discussões acaloradas em plenário, a fleuma do ministro Lewandowski, o impeachment da Dilma e a aprovação do controvertido fatiamento do que prevê o artigo 52 da Constituição, isentando com isso a ex-presidente da inabilitação por oito anos para exercício de função pública. Tudo isso tão somente em sete dias! A mudança de um dos artigos da Constituição pelos senadores motivou uma autêntica guerra jurídica junto ao Supremo Tribunal Federal, que tem a missão de julgar nos próximos dias da legitimidade ou não do ato praticado. Como se isso não bastasse, o comando do PT, também na semana passada, decidiu defender a necessidade de uma nova eleição, anulando-se com isso o governo atual de Michel Temer. Querem jogar m... no ventilador. Quanto pior, melhor!...

            Brasília fervilha! E é com esse clima que iremos comemorar amanhã o 7 de Setembro, dia de nossa independência. Mas, há algo a se comemorar? Acredito que sim. Se nas vezes anteriores era tão somente lembrado o famoso brado libertador de Pedro I, neste ano, um novo grito é dado por todos os brasileiros. É o grito da transparência e do basta à maracutaia! Nossos políticos, outrora tidos e havidos como senhores soberanos dos destinos da nação, graças à pressão popular e ação de uma imprensa ativa e independente, se veem julgados em seus atos, nem sempre condizentes com o mandato popular de que são detentores. O jogo do poder se torna a cada dia mais transparente, possibilitando ao cidadão comum a oportunidade de separar o joio do trigo, desmascarando aqueles que usam de seumandato apenas em benefício próprio. A nação está mais atenta. E isso deve ser comemorado no Dia da nossa Pátria! O povo começa a caminhar com os olhos e ouvidos mais abertos. O desfile de 7 de Setembro deste ano deixou de ser apenas uma parada estudantil e militar. Passou a ser também a maior e melhor manifestação cívica desde 1822.

            Amanhã, eu que sempre evitei paradas por julgá-las monótonas e repetitivas, quero estar nas ruas, enrolado na bandeira brasileira, mostrando aos meus filhos e netos que o Brasil tem jeito e que escolhendo melhor nossos representantes em todos os níveis do poder, iremos em breve ser a nação evoluída e humana que sempre sonhamos...

MULHER CARINHOSA...

Volto a escrever sobre amenidades. Recentemente, renomada Faculdade de Psicologia realizou inusitada pesquisa. Queria saber quem é mais carinhoso, o homem ou a mulher. E mais: por que uma pessoa é mais ou menos carinhosa que outra. Os motivos de tal trabalho não foram divulgados, mas apreende-se sejam para avaliar o comportamento do ser humano em suas manifestações de Amor. Concluiu-se, como esperado, que a mulher é mais carinhosa que o homem. Óbvio, não? No entanto, detectou-se que há um significativo número de mulheres que não expressam carinho, como talvez seus companheiros desejassem. Procurou-se saber as razões dessa espécie de ¨frieza¨ feminina e concluiu-se que há três fatores que a influenciam e promovem, como destaca o psicólogo e padre Paulo Ramalho:



Há pessoas que, por temperamento, são mais românticas que outras. É algo natural, não precisa de esforço. Há, porém, temperamentos mais áridos e mais frios. Mas isso não significa que não possam ser românticos. Todos nós podemos crescer e nos desenvolver. É questão de luta, de empenho. O empenho para agradar a quem amamos. Uma pessoa fria por temperamento nunca será como aquela que é afetuosa por temperamento, mas pode crescer gradativamente e com esforço;



Muitas pessoas foram educadas num clima de exigência e severidade, sem um pai ou uma mãe afetuosos, e isso faz com que naturalmente fiquem mais bloqueadas para manifestar os seus afetos e sentimentos. No entanto, também essas pessoas podem se esforçar para se tornar mais afetuosas. Mesmo que cresçam milimetricamente, cada vitória é uma grande alegria;


A rotina é um grande inimigo do romantismo. Tudo nesta vida tende a cair na rotina, inclusive o amor entre os esposos. Se o casal não cuidar, poderá ficar imerso apenas em problemas e dificuldades da vida, em conduzir uma família e deixar de lado todo o romantismo.

Como não poderia deixar de ser, os pesquisadores e psicólogos trouxeram algumas dicas para uma vida a dois, mais harmoniosa e feliz. Uma delas: o casal deveria reservar ao menos um dia da semana para estar a sós. Um dia para jantarem a sós, para assistirem a um filme. Conseguir isso é absolutamente fundamental. Se formos românticos, o outro cônjuge será empurrado também a ser romântico. E aí haverá uma troca muito gostosa, em que um animará o outro nesse sentido. Parar no romantismo é parar no amor.Afinal, como na música da Amelinha, uma mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...

O JOGO DO PODER...

Termina a Olimpíada e começa outra modalidade de disputa: o jogo do Poder. Quatro candidatos, inclusive o atual prefeito, tentam o comando da Prefeitura pelos próximos quatro anos. Os programas de rádio e os acalorados comícios pela cidade prometem ganhar corpo e movimentar paixões. Fico pensando quais seriam os argumentos de cada candidato sabendo-se que a ação e realização de um prefeito estão condicionadas à sua real capacidade em conseguir verbas estaduais e federais. A arrecadação e o repasse de impostos, quase que exclusivamente, cobrem as despesas do dia-a-dia e da folha de pagamento. Além disso, as pretensões do chefe do Executivo, por mais empreendedor e dinâmico que seja, não lhe permitem voos financeiros maiores que venham ferir a lei da responsabilidade fiscal, isto é, o prefeito não pode contrair e deixar dívidas para que seu sucessor as pague. O Tribunal de Contas barra tais pretensões, outrora praticadas, para que os empreendimentos e feitos de um chefe do Executivo não venham muitas vezes se transformar no pesadelo de seu sucessor. Com tantas limitações legais não vejo muitas possibilidades de grandes realizações, a não ser que a sorte lhe bafeje. E, nestes tempos de recuperação econômica do país, a sorte tem sido muito rara quando não inexistente. Então, o que falar para o eleitor?

                É aí que comparo a figura do candidato a prefeito à de um encantador de serpentes que, com a sonoridade de sua flauta, consegue o domínio e a obediência do temido réptil. Que música será que tocarão em nossos ouvidos nestas eleições? Serão mensagens populistas e longe da realidade, mais voltadas aos sonhos e ao inconsciente coletivo? Ou far-se-ão críticas acerbas à atual administração, assumindo o candidato a figura de um Super-Homem, capaz de solucionar todos os problemas e de levar a cidade e o povo ao chamado paraíso? Haverá também aquele que terá uma mensagem realista, equilibrada, sem pisar na maionese? Pode até ser, mas ser racional junto a um povo que sempre viveu de sonhos, fatalmente não terá reflexos positivos nas urnas...

                Como se observa, embora seja esta a mais curta temporada eleitoral de todos os tempos, o pleito promete e muito. Só o fato de haver quatro candidatos com real potencial eletivo, já é uma vitória, pois há bem pouco tempo a disputa pela Prefeitura resumia-se em um ou dois candidatos tão somente. Não havia a chamada renovação de ideias e das correntes políticas. Hoje já se respira maior competitividade e arejamento. Sinal de que a cidade cresceu e amadureceu. Só por esse motivo talvez as eleições de 2016 tenham grande significado para o futuro de nossa Lins.  Que vença o mais credenciado!...

TERAPIA OLÍMPICA

Uma onda avassaladora de otimismo, que há muito não se experimentava, tomou conta do povo brasileiro desde a última sexta-feira. É a Olimpíada! Que imenso poder tem a juventude esportista em levantar o ânimo de uma nação machucada, desiludida e até assaltada pela corrupção quase generalizada de seus dirigentes. Paradoxalmente, o grande responsável pela vinda da Olimpíada à nossa nação, sequer foi citado e mesmo lembrado, mercê de seu suposto envolvimento nas falcatruas do Mensalão, Petrobras e outros mais. Aqui se faz, aqui se paga. Aliás, política e juventude esportista dificilmente combinam. O presidente brasileiro interino que o diga. A vaia que recebeu ao declarar abertos os Jogos Olímpicos só não foi maior por ter falado pouco. Foi o recado que a maioria dos brasileiros gostaria de ter dado à classe política. Apesar de nossos problemas e mazelas redobra-se o ânimo e passa-se a crer que o Brasil é bem maior que os seus males. A garra dos competidores nos mostra o caminho. Só com grande esforço, honestidade, persistência e amor venceremos. O brasileiro é criativo e realizador. Haja vista a repercussão favorável e elogiosa do espetáculo que proporcionou na abertura das competições. Coisa de cinema e de causar inveja ao grande e inovador Steven Spielberg.

            Na semana que antecede o Dia dos Pais, talvez a Olimpíada também tenha sido uma homenagem a eles. Todo pai é sobremaneira um competidor pela vida. À exemplo dos atletas, também luta por um lugar ao sol a fim de que sua família seja suprida e amparada, na esperança de que seus filhos também consigam subir no local mais alto do pódio da realização e da felicidade. Todo pai já começa o jogo da vida medalhado. Se ouro, prata ou bronze, não importa. Ao pai cabe apenas competir galhardamente. Nossas homenagens e cumprimentos a ele pelo seu Dia.

A LIÇÃO DE RENOIR...

Interessante como o acaso pode nos trazer grandes lições. Foi o que aconteceu comigo, certa tarde, quando fui ao consultório de meu médico. Não era a primeira vez que lá estivera, muitas outras houve, mas nunca observara tão de perto a cópia de um belo quadro do pintor francês Pierre Renoir, grande mestre do final de 1800. Não sou um expert em pinturas, mas sei que foi um impressionista com suas obras influenciadas pelo sensualismo da época e pelo estilo rococó. Naquela tarde, enquanto aguardava o atendimento sentado na sala de espera, contemplei o quadro de Renoir de forma diferente, humana e filosófica. Rememorei sua história pela qual que esse grande artista estava cheio de dores, atacado por reumatismo em todo corpo, especialmente nas mãos. Cada movimento de seu inspirado pincel arrancava-lhe dores terríveis. Seu rosto cobria-se de suor, mas ele aguentava a dor. Impossibilitado de ficar em pé, sentava-se, mas não desistia de pintar. E apesar de seu sofrimento, produziu obras primas que são apreciadas até hoje pela sua beleza estranha e patética. Um dia, um amigo do pintor perguntou: ¨Por que você não desiste de pintar? Por que insiste em torturar a si mesmo? Renoir respondeu-lhe: ¨A dor passa, mas a beleza permanece...¨.

                Foi exatamente essa frase do grande mestre da pintura que ficou remoendo em meu cérebro, naquele momento: a dor passa, mas a beleza permanece! Quantas vezes, no nosso dia-a-dia também enfrentamos situações assim? Em meio a tantas incertezas, dificuldades financeiras, problemas de família e do trabalho, por vezes nos parece ser mais fácil jogar a toalha, desistir, entregar os pontos. Mas exatamente por também pensar como Renoir, não desistimos, porque a beleza da vida permanece.

                Todos os dias trilhamos caminhos por uma Terra que não é nossa. Estamos no exílio e muitas vezes na dor, mas buscamos a Pátria celeste. Nossos passos, a cada momento nos aproximam do ponto desejado. Ainda não chegamos lá, mas estamos construindo o lugar onde iremos morar eternamente. A dor da caminhada passa, mas a beleza de uma vida dedicada ao trabalho, respeito a Deus e amor ao próximo, permanece. Trabalhamos para a eternidade.

                Muitas vezes nos sobrevém a tentação do desânimo e é-nos muito difícil manter o equilíbrio e o foco. Somos tentados a aderir à lei do mínimo esforço. Nessas situações é bom lembrar da frase de Renoir: ¨a dor passa, a beleza fica.¨ Afinal, pintamos um maravilhoso quadro para a eternidade...

                Fui chamado à realidade pela voz doce da sorridente secretária, que me conduziu ao médico. A este eu disse somente meus males físicos, já que fora curado dos males psicológicos e existenciais, ao observar o quadro de Renoir...

EDGAR E OS ELEFANTES...

Já diz o ditado popular: ¨Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais...¨  O Prefeito Edgar que o diga, pois os elefantes o perseguem. Um deles é vermelho e branco, o outro branco como a neve. São eles, a construção das arquibancadas de concreto no Gilbertão e a fracassada instalação do Shopping Rotunda.

                Quanto às arquibancadas o que está pegando é a dificuldade em Edgar conseguir aprovação na Câmara que o autorize vender o chamado terreno do circo, próximo à Rodoviária, para conseguir o dinheiro necessário para as obras. Muitos vereadores entendem que a pretensão do Executivo irá dilapidar o patrimônio do município. No entanto, este em nada perderá, pois o arrecadado com a transação será destinado à melhoria e ampliação de outro próprio municipal, o Estádio do Linense. O PL tramita na Câmara e deverá ser objeto de votação em breve.

                Já a desistência dos investidores na construção do tão sonhado Shopping Rotunda e a aceitação disso pelo prefeito, devolve ao município a posse de um de seus maiores elefantes brancos. O que fazer com a Rotunda, se não há dinheiro sequer para a reforma de seu telhado? Transformá-la em Museu ou qualquer outra destinação de uso municipal irá sempre exigir investimentos financeiros, o que está fora de cogitação nesta época de vacas magras.     

Mas, por que a construção do Shopping não deu certo?  Quem errou? Quem é o culpado? Talvez não tenha dado certo por um pecado de vício, ou seja, não se fez a coisa corretamente. Se a área da Rotunda houvesse sido cedida em comodato por 30 anos, com a possibilidade de doação definitiva ao final desse prazo, o município e os pretensos investidores estariam resguardados e a cidade agraciada com tão ambicionada construção. Também em política um negócio é bom, quando o é para os dois lados. Recentemente, na frustrada instalação da Xodtec em Lins, o executivo à época teve a cautela de ceder a área pretendida pelos investidores chineses sob forma de comodato, com prazos e obrigações definidos, o que garantiu ao município a devolução da área devido ao não cumprimento pelos investidores, do que foi acordado.

Podemos então tributar ao prefeito atual e à Câmara de vereadores a culpa pelo Shopping Rotunda não haver saído?  Acredito que não, pois o verbo a ser conjugado, especialmente pelos dirigentes municipais, é e sempre será ACREDITAR!  Triste a situação de um prefeito interiorano! Se não correr atrás da execução de obras na cidade é taxado de relapso e, se uma iniciativa não der certo, é chamado de incompetente. A missão de Edgar é a mesma que a de um centroavante no futebol, isto é, ¨chutar¨ todas as bolas na esperança de que uma delas ao menos entre no gol. Foi o que fez, no episódio do Shopping Rotunda. Chutou no pescoço e acertou na canela, pois a cidade ganhou o asfaltamento e a modernização das marginais do Barbosinha, o que irá resultar em investimentos imobiliários na área.

Finalizando, podemos concluir que, entre mortos e feridos salvaram-se todos...

A CATARSE...

Dia desses fiz algo que de há muito não fazia. Não sei por que, mas me deu na sapituca de embarcar no primeiro Coletivo que por mim passasse. Era o da Junqueira/Paseto.  Queria espairecer, fugir do lufa-lufa diário, simplesmente desligar-me do cotidiano. Queria ver pessoas, ruas e praças que me levassem a matar saudade de um tempo que há muito se foi. Enquanto pagava e recebia o troco do cobrador, buscando um lugarzinho no Coletivo quase cheio, veio-me à memória os idos de 60 e 70, quando um japonesinho empreendedor, de nome Paulo Yoshiki Une, pôs a circular as duas primeiras peruas Kombi, que atendiam aos Ribeiro, Junqueira e Rebouças, então os maiores bairros da cidade.  Não havia ainda o Paseto e os Bom Viver, bem como o Paineiras, Primavera e outros hoje existentes. A cidade era pequenina à época. Não havia pontos de parada delimitados nem horários previsíveis de passagem da condução. A Kombi parava onde o passageiro pedisse. Daí a demora em cumprir todo seu itinerário. Mesmo assim, o povo abraçou a ideia e o negócio prosperou. Com o passar do tempo o serviço foi sendo bastante procurado, os usuários exigindo mais conforto, pontualidade, construção  de pontos de embarque e desembarque, veículos maiores e mais novos. Foi aí que a Prefeitura interveio. Disciplinou, criou normas e transformou um serviço que vinha sendo realizado de forma precária em uma atividade profissional, sujeita a concorrência pública para sua execução. O tempo passou, a cidade cresceu, vilas e bairros surgiram e o Coletivo a tudo acompanhou.

                Deixei as doces recordações e passei a observar os que estavam ao meu lado. O papo rolava solto e descontraído. O motorista, sério, compenetrado, seguia na dele. Duas mocinhas, com uniformes de diferentes firmas da cidade, trocavam palavras. Uma delas estranha ver a outra no Coletivo:

- Ué, Marta! Você por aqui? Via você ir e vir sempre de moto táxi!

- É a crise, Sirlene. No emprego que tinha antes, a grana dava para aquele luxo. Nesse novo, ganho menos e o jeito é apelar para o Coletivo que, apesar da demora, é mais barato.

Ao meu lado vejo um velhinho sorridente. Pergunto a ele se vai pra casa ou a de algum filho ou parente:

- Que nada, amigo. Já não tenho mais ninguém em minha vida. Todos se foram. Sou aposentado, tenho carteira de idoso e não pago passagem. Assim, para me livrar da solidão, ando de Coletivo o dia todo. Em todas as linhas, o pessoal me conhece...

Sábia decisão, pensei. Não tendo dinheiro para viajar e conhecer outros lugares, a pessoa se vira como pode visando esquecer os seus problemas e dores, promovendo a tão desejada catarse.

Fui acordado de meus pensamentos com voz cansada e rouca do motorista que, deixando o volante, anunciou a chegada ao ponto final. O jeito foi desembolsar mais um troquinho que me permitisse a viagem de volta...

CERVEJA E ELEIÇÕES...

Não sou de frequentar barzinhos, mas abri uma exceção numa tarde dessas.  O local estava cheio e animado. Ao lado meu lado, uma mesa ruidosa onde a cerveja rolava solta, criando risos e destravando línguas. Fiquei a observar aqueles que, pelo visto, já estavam horas por lá. O papo era sobre tudo: mulher, futebol e as eleições municipais. Aí é que o bicho pegou, pois todos queriam dar o seu pitaco! Um dos presentes, talvez o mais bem informado de todos, saiu-se com esta:

                - Este ano a cobra vai fumar! O Edgar vai tentar a reeleição, mas sem seu atual vice que saiu do PSDB e se filiou ao DEM. Dizem que o Rogério vai sair como vereador...

                - E quem vai ser o vice do atual prefeito?, falou um outro.

                - Tão falando no Junior, aquele que abriu o Amigão, lembram-se?

                - Parece que vai ser legal pra cidade, porque o Junior é um baita de um empresário e, graças ao seu relacionamento com o mundo empresarial, poderá trazer muitas firmas e empregos para Lins.

                Foi aí que outro alguém, interpelou:

                - Mas o Rogério não saiu brigado com o Edgar, né?

                - Não, ele é vivo! Tem pretensões futuras de chegar a ser prefeito, mas antes quer ter uma experiência legislativa, pra ver melhor como é que a máquina funciona. Ele é novo ainda...

                Mais uma rodada de cerveja e o papo continuou:

                - Reeleição? O Edgar até que fez muitas coisas por Lins, apesar da crise financeira do Brasil. Trouxe a unidade de quimioterapia do Hospital Amaral Carvalho, conseguiu o Shopping da Rotunda (velho sonho dos linenses)...

                - É, mas não asfaltou as ruas dos bairros que prometeu. E as arquibancadas do Gilbertão, vão sair ou não?  Sou contra a reeleição. Cê viu o Casadei e a Valderez? Fizeram bom primeiro governo, mas no segundo parece que se acomodaram e pouco realizaram...

                - Mas, péra aí! Tem mais candidatos pintando no pedaço... Tem a Fátima Pires, o Espadim, o José Francisco e poderá surgir mais um, né? Tudo vai ser decidido neste mês...

                - É verdade! Em julho conheceremos os candidatos oficiais a Prefeito e Vice, como também os candidatos a vereador. O que vai ter de gente candidata, meu! Também 4.500 reais por mês?...

                A risada foi alta e geral. Depois disso, o papo mudou rapidamente para o futebol. Não faltou quem observasse:

                - Taí um bom nome pra prefeito: o presidente do Linense, o Zé Hugo. Este faz! Sob a direção dele o Linense foi campeão da Copinha, disputou a Copa Brasil e agora está disputando o Brasileirão, série D...

                - Mas dirigir uma cidade é muito mais que comandar um time de futebol, disse alguém.

                 O papo acabou por aí. E a minha cervejinha também. Como se observa, as eleições deste ano prometem e muito. É ver para crer...

RIR É O MELHOR REMÉDIO...

Nesses tempos bicudos em que estamos vivendo parece que as notícias dos jornais se tornam mais ácidas, negativas e até depressivas. São os escândalos financeiros do Mensalão, do Petrolão, as prisões de políticos de comportamento até então tido como ilibado, os crimes, os roubos, os assassinatos, enfim. É muita desgraça que envolve nosso cotidiano.

                Talvez por isso, o leitor esteja ansioso por ler amenidades e coisas engraçadas, que o ajudem esquecer um pouco a rotina tão deprimente que vive no seu dia-a-dia. Cabe a nós cronistas, tão deliciosa missão. Hoje, por exemplo, trago a contribuição do meu amigo Ederson Milanezi, que muita gente conhece por ter dirigido por muitos anos as então procuradíssimas Bancas Ban-Ban. Lembram-se? Hoje, ele reside em Cascavel, no Paraná, mas jamais se esqueceu de sua Lins. O Ederson está preocupado com a qualidade do leite que bebemos, seja de caixinha, saquinho ou mesmo no litro de vidro. Comunga com o justificado empenho da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que está muito preocupada com o abuso dos processadores de leite no Brasil, adicionando, dentre outras coisas, água oxigenada, soda cáustica e até formol.

                Sabe-se que a ANVISA tem seus próprios métodos para detectar tais produtos misturados ao leite, mas nós consumidores, como fazermos para medirmos a possibilidade da presença de tais elementos no produto que levamos para nossas casas? Existe alguma coisa a respeito?  São perguntas que os pais em especial fazem, preocupados com a saúde própria e de seus filhos.

                 O Milanezi nos passa um teste simples para sossegar de vez os que consomem leite todos os dias. Eis como fazer:

                Para saber se o leite tem água oxigenada, soda cáustica ou formol em sua composição:

* Beba um copo de leite bem cheio e sem açúcar à noite, antes de dormir.

 * Durante a noite, se tiver vontade de peidar, peide à vontade.

* Pela manhã, pegue um espelho e focalize seu bumbum. Aí, preste bem atenção nos seguintes detalhes:

 * Se os pelos estiverem loiros, você tomou leite com água oxigenada.

* Se não tiver pelo nenhum, você tomou leite com soda cáustica.

* Se tiver lisinho, como escova progressiva, aí você tomou leite com formol.

Simples e prático, não?...  

DOM JUAN DA INTERNET...

Fico abismado como pode ainda alguém cair na lábia de um autêntico Dom Juan do mal que age conquistando a mulherada pelos canais de relacionamento da internet. A notícia é recente, publicada no conceituado jornal Correio Braziliense, do último dia 16. Vamos aos fatos:

Um grupo de mulheres se uniu para denunciar um estelionatário amoroso de 48 anos que já fez mais de 30 vítimas por todo o país: três delas no Distrito Federal, uma em Formosa (GO) e outra no Novo Gama (GO). Além de procurar a polícia e orientar outras mulheres que tenham caído na lábia do farsante, elas denunciam em uma rede social os cerca de 18 perfis que o homem mantém e as fotos que ele coloca em aeroportos do Brasil à caça de novas reféns. Para ludibriar as pretendentes, o golpista se diz oficial do Exército Brasileiro, lotado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ou policial federal cedido ao órgão. Com perfil inteligente e sedutor, ele conta ser formado em psicologia e economia, com pós-graduação em marketing. Ele segue um padrão: adiciona as pretendentes — todas entre 35 e 50 anos, com vida estável e poucos filhos — e inicia a conversa. Mostra-se interessado pelos mesmos gostos das vítimas, revela ser instrutor de tiro e paraquedista. Galanteador, promete casamento e uma vida cheia de sonhos. Quando percebe o completo envolvimento, o golpista coloca em prática as farsas: cria problemas de saúde e pede dinheiro.

Em agosto de 2014, uma professora universitária de 40 anos moradora do Cruzeiro, em Brasília, conheceu o homem pela internet. A primeira saída ocorreu em janeiro de 2015. Para conquistá-la, ele passou a frequentar a mesma igreja da vítima. “Ele era simpático, bonito e envolvente. Andava perfumado, bem-vestido, dizia ter uma cobertura em Águas Claras e um apartamento na 210 Norte.”.  Para extorqui-la, o golpista inventou que o pai precisava passar por uma cirurgia e ser transferido para São Paulo. A professora, então, vendeu o carro por R$ 50 mil e entregou todo o dinheiro ao homem, com a promessa de devolução. Ajudou com mais R$ 25 mil e custeou a hospedagem dele. Ainda pediu demissão do emprego porque ele a convidou para um falso projeto de segurança em uma empresa aérea.

                O Dom Juan golpista tem sete filhos que são frutos de relacionamento com vítimas. Não paga pensão alimentícia por recusa das ex-companheiras, que sabem da existência do golpe. Uma das primeiras vítimas foi uma autônoma de 35 anos, de Formosa (GO), em outubro de 2012. Em 15 dias, pediu a mulher em noivado. Em 2013, ela engravidou, mas um mês depois perdeu o bebê em aborto espontâneo. Ela deu ao golpista, ao todo, R$ 20 mil. “Ele sempre tinha uma estratégia para abordar as mulheres e tocar no ponto em que cada uma sente necessidade”, contou. Quando descobriu a farsa, a mulher recebeu ameaças. Em 10 de dezembro do ano passado, a 1ª Vara Criminal da Comarca do Tribunal de Justiça de Goiás de Formosa expediu medida protetiva em favor dela. “A minha força, agora, é lutar para que nenhuma vítima caia nesse golpe.”

                A titular da 3ª DP de Brasília, delegada Cláudia Alcântara, explicou que entrou em contato com a Polícia Civil de Fortaleza para pedir mais informações e vai instaurar inquérito. A titular da Deam, delegada Ana Cristina Santiago, explicou que, em 2009, uma das vítimas registrou ocorrência na unidade policial. O inquérito foi concluído em 2011.

                Que a mulherada fique alerta contra esse e outros internautas estelionatários de corações femininos...

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